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2 de Julho de 2019

Governador disserta na Universidade de Cambridge

O Governador José de Lima Massano proferiu nesta terça-feira, 2 de Julho, no Reino Unido, uma dissertação sobre “O papel da regulamentação bancária na promoção das instituições financeiras – o caso angolano”, respondendo ao convite do Cambridge Centre for Alternative Finance (CCAF), instituto de investigação, criado em 2015 como parte da Cambridge Judge Business School, University of Cambridge, no Reino Unido. A investigação do Centro focaliza-se em canais e instrumentos financeiros que emergem fora dos ecossistemas financeiros tradicionais.

À semelhança de outras entidades ligadas à inclusão financeira, no âmbito da referida conferência, o Governador falou para uma audiência diversificada, na qual se destacaram altos dignitários do Banco Mundial, Indian School of Business, Inter-American Development Bank, Financial Conduct Authority, Princeton University, Banco do Brasil, entre outras instituições voltadas para a inclusão financeira, fazendo uma caracterização do país, mais especificamente, sobre os desafios e as iniciativas encetadas pelo Banco Nacional de Angola, em parceria com o Ministério das Finanças, ARSEG e CMC, no âmbito do Plano Nacional para a Inclusão Financeira aprovado em 2018.


O Governador salientou que o Banco Nacional de Angola tem trabalhado a fim de aumentar a compreensão dos conceitos básicos de serviços bancários e produtos financeiros, salvaguardar os direitos dos consumidores, promover a utilização dos meios de pagamento electrónicos, tendo apontado como desafios a redução da dimensão do sector informal na economia, a necessidade de desenvolver sistemas analíticos para a gestão de risco e o incentivo à inovação preservando a estabilidade financeira.


A Conferência Anual de Cambridge, que ocorre desde 2016, teve como tema central este ano “Transformando as Finanças Alternativas: Inovação, Confiança e Impacto” (Transforming Alternative Finances: Inovation, Trust and Impact). O evento foi palco de reflexão sobre as actividades e recursos mundiais alternativos de finanças – finTechs e a necessidade de se analisarem os pontos críticos e acompanhar ao mesmo ritmo a célere evolução tecnológica na indústria financeira, reunindo reguladores, líderes mundiais, agentes económicos e académicos que debateram experiências globais de mercado, modelos de negócios, desafios e oportunidades de regulação das economias avançadas.


De salientar que graças ao “Plano de Acção Conjunta com o Ministério da Educação” celebrado em 2015, cujo objectivo foi a inclusão de conteúdos de Educação Financeira no programa escolar, foram formados neste domínio cerca de 3.500 professores, que lecionaram matérias sobre educação financeira a 311.208 alunos em todo o território angolano.

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